Antes da matrícula
Como uma família que ainda está decidindo descobre, pelo que a escola publica e por quem atende o telefone, que ali ela será bem recebida.
Bloom Brazil · Consultoria em educação inclusiva
A Bloom leva o Método ACOLHE a escolas particulares de educação infantil e fundamental I. A equipe passa a ter um jeito combinado de receber a família, preparar a entrada da criança atípica e revisar o que não funcionou, sem depender só da professora que aprendeu sozinha.
Para direção e coordenação pedagógica
A pergunta “a nossa escola vai receber crianças atípicas?” já tem duas respostas. A Lei Brasileira de Inclusão, de 2015, proibiu a escola particular de recusar matrícula ou cobrar a mais pela inclusão, e o STF manteve a regra em 2016. O Censo Escolar mostra as crianças já dentro da sala.
Falta a resposta para o como.
matrículas de educação especial na educação infantil. Quase quatro vezes mais em quatro anos.
dos alunos da educação especial na rede privada estudam em classe comum. A rede pública andou 0,6 ponto no período. A privada andou 21,3.
dos professores regentes do país tinham formação continuada em educação especial. Mais de nove em cada dez não tinham.
Fontes: INEP, Censo Escolar 2025 (tabelas M10 e M11). Instituto Rodrigo Mendes, Panorama da Educação Especial 2025.
“Vou ver com a coordenação e te retorno.”
O que a família ouve na recepção
A família pergunta na recepção se a escola recebe crianças autistas. A recepção diz que precisa ver com a coordenação. A coordenação diz que precisa ver com a direção. Muitas famílias não esperam a resposta, e a escola nunca fica sabendo que foi descartada.
Como o tema é sensível, cada um pergunta para quem está acima. Ninguém tem instrução clara porque ninguém decidiu qual deveria ser.
Cada pessoa ali está tentando não errar num assunto sobre o qual nunca recebeu uma resposta combinada. Por isso o ACOLHE começa pela porta de entrada e pede à direção uma decisão simples de dizer: o que a escola responde, quem responde, em quanto tempo e para quem a conversa segue depois.
A frase só não diz a ninguém o que fazer na segunda-feira. O Método ACOLHE troca frases assim por decisões que a equipe repete e revisa em data marcada.
Inclusão que depende de uma professora dedicada vai embora com ela. Nas escolas particulares com educação infantil, a rotatividade de professores é de 39%, segundo o Educador21. A Bloom deixa o processo escrito na escola, para ele continuar quando as pessoas mudam.
Como uma família que ainda está decidindo descobre, pelo que a escola publica e por quem atende o telefone, que ali ela será bem recebida.
A família sabe quem a escuta, quais são os próximos passos e o que precisa mesmo compartilhar. Sem triagem de dificuldades e sem promessa que a escola não pode cumprir.
Um plano para os primeiros dias, do tamanho do que aquela criança precisa, combinado com a equipe antes de ela chegar. A professora entra sabendo o que fazer nos primeiros noventa segundos de uma crise.
Registro de episódio, reunião de caso e conversa com a família em ritmo combinado, com revisão marcada em vez de reação a crise.
Muitas escolas já têm uma professora que encontrou um jeito de a criança atípica participar da roda. O que ela sabe costuma morar só na cabeça dela. O ACOLHE procura essa professora antes de listar o que falta.
40 minutos para a gente entender quem atende a família, quem decide e o que já dá certo na escola.
40 minutos, on-line, sem custoCom direção e coordenação. Aplica o Radar ACOLHE e o Teste da Primeira Pergunta e termina com três prioridades por escrito. Serve sozinho se a escola decidir parar aqui.
90 a 120 minutosQuatro ciclos com o grupo que conduz o trabalho na escola. Cada encontro termina com uma decisão, uma ferramenta adaptada à linguagem da escola ou uma prática para testar.
Um trimestre letivoPlano de continuidade e indicadores para a coordenação sustentar a prática depois que a Bloom sai.
Radar de novo em 90 diasÀs vezes o não nem foi dito com essa palavra. Foi uma visita que ninguém remarcou, uma pergunta sem resposta, uma entrada sem plano que terminou com a família saindo no fim do primeiro trimestre.
A família sai no primeiro trimestre e costuma levar os irmãos junto.
A professora sem apoio da escola pede demissão, e o que ela sabia da criança sai junto.
O que se diz no grupo de WhatsApp da turma chega à próxima matrícula antes de qualquer material institucional.
O Radar ACOLHE pergunta sobre o que a escola promete, como se organiza e o que acontece na sala. Em cinco minutos você vê por onde começar, e pode mandar o resultado para a direção.
Nenhuma pergunta é sobre a criança, e o resultado não vira ranking.
Autora do Método ACOLHE
A Teresa, filha da Nicole, passou os seis primeiros meses de vida numa UTI neonatal e entrou na escola com um ano e sete meses, ainda com gastrostomia. Foi naquela escola que o desenvolvimento dela mudou. O ACOLHE nasceu da pergunta que a Nicole faz desde então: o que aquela escola fez de certo, e como outra escola repete isso de propósito?
Orientadora parental, palestrante e autora de Deixe o Sol Entrar.
Sócia, abre a conversa com a escola
A filha da Flávia é autista e passou por 14 colégios. A Flávia dirige na América Latina o Hidden Disabilities Sunflower, o programa do cordão de girassol, e falou no evento oficial da ONU pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo.
Conhece a escola do lado de quem procura vaga.
A Nicole é orientadora parental e não é psicóloga, e nunca se apresenta como uma. A criança segue acompanhada por quem já a acompanha, e a decisão pedagógica continua de quem sempre foi.
Depois de uma formação de um dia, ninguém volta ao assunto na semana seguinte. No ACOLHE, cada encontro termina com uma decisão, uma ferramenta da escola ou uma prática para testar até o encontro seguinte, e a revisão tem data. O que fica são documentos que a própria equipe escreveu e usa.
Pode ser, e o método começa justamente procurando o que já funciona. O Diagnóstico de Entrada mostra onde isso está escrito e onde depende de quem estiver de plantão. O Teste da Primeira Pergunta liga para a secretaria como uma família ligaria, e a resposta aparece ali.
Não. O Método ACOLHE trabalha o processo da escola, do jeito de receber a família à revisão dos apoios. A criança segue acompanhada por quem já a acompanha.
Para escolas particulares de educação infantil e fundamental I que já recebem crianças atípicas, ou que vão receber, e querem um jeito combinado de fazer isso que não dependa de uma única professora.
A implantação leva um trimestre letivo, de 14 a 18 semanas, em quatro ciclos. O valor sai na proposta, depois da conversa inicial, porque depende do tamanho da escola, do número de unidades e do formato escolhido.
Por uma conversa gratuita de 40 minutos. Depois dela vem o Diagnóstico de Entrada, com direção e coordenação, que termina com três prioridades escritas. Se quiser adiantar, o Radar ACOLHE dá uma primeira leitura em cinco minutos.
A Bloom trabalha com a escola, não com a família. Se fizer sentido para você, mande esta página para a coordenação.
Os meses que antecedem o ano letivo são os da rematrícula e do planejamento. É quando a escola consegue preparar a equipe antes das crianças novas.